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La psychanalyse et Foucault

Dossier organisé par la revue Genre, Sexualité et Société.

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Transversalité et institution chez Guattari

Larissa Drigo Agostinho. Transversalité et institution chez Guattari. La Deleuziana, 2018

The purpose of this text is to expose the function and the problematic field of the concept of transversality in the Guattari of Psychoanalysis and transversality and the Anti-Oedipus Papers. The concept will be examined in its relation with the question of the institution, because an institution is also named by Guattari as a unit of subjectivity. It is, therefore a question of thinking the forms of organisation within social life, from political groups to the psychiatric hospital, and the subjectivities they produce. For this reason, the problem of the institution will be dealt with in the sociohistoric context that produces it, that is to say the one marked by the events of May ‘68. The relevance of this text lies in its attempt to seize the originality of Guattarian thought, which at the same time thinks new forms of political organisation and allows for the renewal of psychoanalysis by transforming the concept of the unconscious.

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Lacan, 30 ans après : Que reste-t-il du psychanalyste et de son enseignement ?

Émission de Radio France Inter:

Lacan, 30 ans après : Que reste-t-il du psychanalyste et de son enseignement ?

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Jacques Lacan ( 1901-1981), par Virginie Bloch-Lainé

C’est dans les années 1940 que Jacques Lacan, fils de la moyenne bourgeoise catholique orléanaise, psychiatre de formation, s’installe à Paris comme psychanalyste à une adresse qui deviendra célèbre, le 5 rue de Lille. Son arrivée sur la scène analytique, calme depuis la disparition de Freud, correspond à un coup de tonnerre. Il bouleverse la théorie et la pratique analytiques, et forme jusqu’à la fin des années 1970, des générations de psychanalystes et d’intellectuels, convaincus, parfois passionnés, par ce qu’il appelle son retour à Freud, c’est-à-dire sa réinterprétation de la théorie freudienne. La cure aussi subit un ravalement : Lacan en bouleverse la durée, et interprète la parole de ses patients comme aucun autre analyste avant lui, avec en arrière-fond le structuralisme. 

Trente ans après la mort de Jacques Lacan, trois psychanalystes se souviennent de l’extrême singularité de ses séances, mais aussi du climat particulier que son œuvre et sa personne faisaient planer dans le milieu analytique : pour le meilleur, une énergie et une curiosité intellectuelles formidables, jumelées à un renouvellement de la théorie analytique encore inégalé ; une lucidité aussi utile que désespérante sur la condition humaine. Pour le pire, des brouilles et des ruptures incessantes entre ses disciples, et une vénération dangereuse de ces derniers pour leur maître. Jacques Lacan, extrêmement séduisant, ne protégeait pas ses patients, futurs psychanalystes ou non, contre lui-même … 

Émission de Radio de France Culture

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Giovane do Nascimento: Resenha de VÉDRINE, Hélène. Les grandes conceptions de l’imaginaire. De Platon à Sartre et Lacan. Paris: LGF, 1990

Em um pequeno tratado que data de 1990, Hélène Védrine (filósofa, professora emérita da Universidade de Paris I) dedica-se ao exame das Grandes concepções do imaginário na história da filosofia. E, como é quase sempre o caso nesse tipo de projeto, a primeira questão que se levanta para o leitor é o da própria convocação dos autores e dos pensamentos examinados: pois não há dúvidas de que o percurso trilhado por Védrine poderia ser radicalmente outro, em companhia, quem sabe, desses mesmos ou de outros filósofos interessados pelas aventuras da imaginação humana – mas disso a autora está bastante consciente, como seu texto nos deixa bastante claro.

[Resenha
VÉDRINE, Hélène. Les grandes conceptions de l’imaginaire. De Platon à
Sartre et Lacan. Paris: LGF, 1990
Disponible en: http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=117112620015 ]

A história da imaginação foi escrita por uma constante oposição entrerazão e sensação: sob a forma de tensão entre doxa/episteme, de separação alma/corpo, de desacordo entre lógica e paralogismo, a imaginação se viu continuamente entre fogo cruzado, alvo comum de dimensões que nada além delapoderia reconciliar.

A concepção platônica, enraizada no mais vigoroso idealismo já proposto, procede a uma crítica radical das imagens, mundo do simbólico que Platão rejeita como mera degradação da Verdade. Contudo, o próprio Platão reconheceria a eficácia dos mitos como estratégia narrativa, como fica especialmente evidente no Timeu, no Fédon e na República.

Diferentemente de seu mestre, em Aristóteles a imaginação não mais passará por essa espécie de “não-ser”, constantemente suscetível de engano. Ao contrário, Aristóteles liberta decididamente a imaginação da mimeis: não mais se encontrando a meio caminho entre o modelo ideal a ser contemplado e a cópia sempre imperfeita que dele deriva, a imaginação ganha o status de mediação entre a sensibilidade e a razão, entre o sensível e o inteligível – mas torna-se, por isso mesmo, dependente dos dois; mas, não se reduzindo nem a um nem a outro, ela se torna de certa forma imprecisa.

O período do Renascimento inaugura, na concepção de Védrine, o “reino da imaginação”. Centrada numa visão em que o humano será largamente privilegiado, a imaginação será tomada em termos dinâmicos, expressando a subjetividade, através do desejo, do eros, da imaginação criadora. É esse o contexto em que a utopia passa ao centro das elaboração intelectuais e torna-
se projeto essencial do mundo renascentista, inscrevendo-se explicitamente no jogo da vida política.

Védrine ressalta um interessante episódio no livro III da Ética de Espinoza, em que contradizendo a perspectiva racionalista que caracteriza o autor, a imaginação é relacionada ao desenvolvimento da subjetividade, da “potência de si”. Essa surpreendente concessão abre espaço para um entendimento bastante incomum, pelo qual os afetos humanos correspondem a uma “idéia” – a um sentido que não mantém necessariamente a clareza figurativa de uma
“representação”. O conatus será entendido como potência de harmonização da alma, que permite à consciência acolher positivamente os afetos. Poder de imaginação, o conatus é desejo, como dirá Espinoza; e é, pois, essencial ao homem, movendo-o na constituição de si próprio.

O século XVIII, que se caracteriza, justamente, por seus intensos ataques às crenças e às ideologias (fontes de enganos), tem em Hume o retorno da imaginação associada à ilusão constitutiva do sujeito e fundada no hábito e nos costumes. Contudo, o que interessa a Hume é o movimento lógico que ele retrata na teoria da inferência, e que desloca a questão da imaginação para o uso legítimo ou ilegítimo dos princípios de analogia, contigüidade e causalidade.

Reduzida, assim, mais uma vez, aos desacertos da razão, a imaginação deverá, na modernidade, esperar até Kant, para enfim ser convertida em potência de síntese em que se apóia o entendimento. No “esquematismo” kantiano, observa a autora, a imaginação é enfim emancipada do engano, tornando-se força construtiva que possibilita a objetividade, a partir das diferentes sínteses a priori realizadas no espaço e no tempo. Isso não impede, porém, que a imaginação se mantenha, na obra do filósofo, como um conceito obscuro, sempre a meio caminho entre a sensibilidade e o entendimento.

Não mais relacionada à mera percepção, a imaginação inspira, em Bachelard, uma estética concreta, orientada para um mundo de imagens, elementos e formas, guiada por uma metamorfose criadora. Se a consciência é doadora de sentido, os objetos reais, em sua materialidade e resistência, são portadores de uma abertura que clama pelo ato da imaginação, e o que interessa ao filósofo é compreender o paradoxo que acompanha o objeto, cuja imagem é a cada vez um evento singular e, ao mesmo tempo, transsubjetivo.

Védrine se detém, igualmente, na concepção sartriana, na qual a imaginação está ligada à idéia de liberdade, da possibilidade de uma consciência “nadificante” do mundo: a produção do irreal, da fantasia pela imaginação poderia sugerir uma certa desvinculação do mundo; mas ao contrário, afirma Sartre,é o “ser no mundo” que é a condição da imaginação. Védrine conclui sua análise pelo pensamento lacaniano, apresentando o quadro conceitual que, segundo a autora, procura estabelecer um “kantismo sem sujeito transcendental”: no lugar dos conceitos de espaço e tempo que, na Crítica da razão pura, eram condições para o pensamento, Lacan introduz a noção de significante. A lingüística fornece a estrutura básica que, transcendendo toda existência individual, a define e a torna possível. Védrine sublinha os limites lacanianos – sobretudo a redução do imaginário ao especulativo, ao simbólico, entendido como esfera sempre exterior ao indivíduo. Como observa a autora, se a imagem de si (sua “simbolização”) só pode se constituir a partir do Outro, ela será forçosamente feita de fraturas, num eterno devir. Sem a noção de criação, afirma Védrine, a definição lacaniana deriva em paradoxo.

O diagnóstico de Védrine não é pessimista: na contemporaneidade, a imaginação teria enfim recebido seu título de cidadania – sobretudo, em certas áreas como a psicanálise, antropologia e filosofia. Emancipada da subalternidade em relação à sensação e ao entendimento, a imaginação se permite pensar como mais do que substituição, representação, mimesis, ilusão e irrealidade: como força capaz de produzir sentidos, um conceito que interessa ao estudo do humano e suas sociedades.

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Christian Kerslake: Les machines désirantes de Félix Guattari.

Christian Kerslake: Les machines désirantes de Félix Guattari. De Lacan à l’objet « a » de la subjectivité révolutionnaire. Multitudes 2008/3 (n° 34)

Guattari est demeuré fidèle, tout au long de ses travaux, au concept de « subjectivité ». Si le désir et la subjectivité produisent la réalité pour les raisons que Kant énonce dans la Critique de la faculté de juger – parce qu’ils ont « pouvoir d’être par [leurs] représentations cause de la réalité de ces objets »–, est-ce que cette « productivité » du désir constitue pour autant un aspect proprement « subjectif » du désir, ou est-ce que le désir (quels que soient sa nature ou son caractère illusoire) produit des effets (ou « introduit une différence ») dans le champ social ? Dans ses tout premiers articles, Guattari insistait sur les facteurs subjectifs pour se démarquer des approches structuralistes qui avaient cours dans ce que l’on appelait alors les « sciences humaines ». Mais cette défense de l’idée de subjectivité n’était pas simplement pragmatique, elle trouvait explicitement sa source dans la théorie lacanienne du désir. Le Guattari des années 1960 s’appuyait en effet sur Lacan et ses analyses de l’objet « a » pour construire une théorie de la subjectivité, affirmant que, sans cet objet spécifique, rien n’interdirait aux êtres humains de devenir les jouets d’un ordre symbolique autoreproducteur. Le sujet du « premier » Guattari est ainsi constitué par le désir, et il engage un type de rapport particulier à un type d’objet singulier : l’objet « a ».

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Textes divers de Jacques Lacan

Cette rubrique vous propose une importante collection de textes divers de Jacques Lacan que vous pouvez télécharger à votre guise. En imprimant les différents séminaires (séance par séance), vous aurez l'équivalent d'une photocopie, et pourrez alors comparer avec l'une quelconque des versions établies qui circulent, dans le commerce ou sur le Net. [École lacanienne de psychanalyse]

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Revue Française de Psychanalyse (1927-2009)

Revue française de psychanalyse (Paris)Alinhar ao centro

Gallica: 1927-2000

Cairn: 2001-2009

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Lacan et la Révolution



From "Grandes Pensadores del Siglo XX"

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Jacques Lacan: Le Symbolique, l’Imaginaire et le Réel (8 juillet 1953)

http://i315.photobucket.com/albums/ll452/Dhagrow/lacan.gif

Mes bons amis,

Vous pouvez voir que pour cette première communication dite « scientifique » de notre nouvelle Société, j’ai pris un titre qui ne manque pas d’ambition. Aussi bien commencerai-je d’abord par m’en excuser, vous priant de considérer cette communication dite scientifique, plutôt comme, à la fois, un résumé de points de vue que ceux qui sont ici, ses élèves, connaissent bien, avec lesquels ils sont familiarisés depuis déjà deux ans par son enseignement, et aussi comme une sorte de préface ou d’introduction à une certaine orientation d’étude de la psychanalyse.


En effet, je crois que le retour aux textes freudiens qui ont fait l’objet de mon enseignement depuis deux ans, m’a – ou plutôt, nous a, à tous qui avons travaillé ensemble, donné l’idée toujours plus certaine qu’il n’y a pas de prise plus totale de la réalité humaine que celle qui est faite par l’expérience freudienne et qu’on ne peut s’empêcher de retourner aux sources et à appréhender ces textes vraiment en tous les sens du mot. On ne peut pas s’empêcher de penser que la théorie de la psychanalyse (et en même temps la technique qui ne forment qu’une seule et même chose) n’ait subi une sorte de rétrécissement, et à vrai dire de dégradation. C’est qu’en effet, il n’est pas facile de se maintenir au niveau d’une telle plénitude. Par exemple, un texte comme celui de « L’homme aux loups », je pensais le prendre ce soir pour base et pour exemple de ce que j’ai à vous exposer. Mais j’en ai fait toute la journée d’hier une relecture complète ; j’avais fait là-dessus un séminaire l’année dernière. Et j’ai eu tout simplement qu’il était tout à fait impossible ici de vous en donner une idée, même approximative ; et que mon séminaire de l’année dernière, je n’avais qu’une chose à faire : le refaire l’année prochaine.


Car ce qui m’est apparu dans ce texte formidable, après le travail et le progrès que nous avons faits cette année autour du texte de « L’homme aux rats », me laisse à penser que ce que j’avais sorti l’année dernière comme principe, comme exemple, comme type de pensée caractéristique, fournis par ce texte extraordinaire était littéralement une simple « approche », comme on dit en langage anglo-saxon ; autrement dit « un balbutiement ». De sorte qu’en somme, j’y ferai peut-être incidemment une brève allusion, mais j’essaierai surtout, tout simplement, de dire quelques mots sur ce que veut dire la position d’un tel problème ; sur ce que veut dire la confrontation de ces trois registres qui sont bien les registres essentiels de la réalité humaine, registres très distincts et qui s’appellent : le Symbolique, l’Imaginaire et le Réel.

[Complete text here]

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Lorem Ipsum

"All testing, all confirmation and disconfirmation of a hypothesis takes place already within a system. And this system is not a more or less arbitrary and doubtful point of departure for all our arguments; no it belongs to the essence of what we call an argument. The system is not so much the point of departure, as the element in which our arguments have their life."
- Wittgenstein

Lorem Ipsum

"Le poète ne retient pas ce qu’il découvre ; l’ayant transcrit, le perd bientôt. En cela réside sa nouveauté, son infini et son péril"

René Char, La Bibliothèque est en feu (1956)


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