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Medicina mental e medicina orgânica no jovem Foucault

Revista Argumentos lançou um dossiê sobre Michel Foucault, cujo tema é "Vidas Infames e Insubmissas", com diversos artigos de pesquisadores brasileiros importantes.



Contribuo com o artigo "Medicina mental e medicina orgânica no jovem Foucault: considerações em torno de René Leriche" [link na Argumentos e link PhilPapers]. 



O artigo retoma diversos argumentos de filosofia da medicina que foram importantes para o jovem Foucault, desde seus primeiros escritos até as interrogações que o conduziram ao projeto de uma história da loucura. 



MIOTTO, Marcio Luiz. Medicina mental e medicina orgânica no jovem Foucault: considerações em torno de René Leriche. Argumentos - Revista de Filosofia, v. 17, n. 1, p. 10–31, 2025. Disponível em: <https://periodicos.ufc.br/argumentos/article/view/95836> e <https://philpapers.org/rec/MIOMME>. 

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Corpo, Vida e Biopolítica

Acaba de sair o livro Corpo, Vida e Biopolítica – encontros extensionistas em torno de Michel Foucault, organizado por Alessandra Daflon e Marcio Miotto. Links para download via editora e PhilPapers:


Sinopse:

O livro que o leitor tem em mãos é resultado do I e II Encontro de Estudos sobre Michel Foucault, eventos nacionais ocorridos em 2020-2021 e organizados pelo projeto de extensão da UFF – IHS – RPS intitulado “Introdução ao pensamento de Michel Foucault – Grupo de Estudos Jaguar do Fucô”, coordenado por Alessandra Daflon e Marcio Miotto. Os temas dos dois eventos foram “História da Sexualidade e Biopolítica” e “Corpo e Vida em Foucault”. Os capítulos aqui reunidos desdobram as temáticas do “corpo”, da “vida” e da “biopolítica” em assuntos que percorrem a epistemologia das ciências da vida, a arqueologia foucaultiana das ciências empíricas, a crítica de Foucault à psicanálise, a questão da loucura e da psiquiatria em torno da mulher e das questões de gênero, os dispositivos de segurança e biopolíticos envolvendo a noção de população, as relações entre subjetividade e verdade, o problema do governo de si e dos outros e as novas publicações atribuídas a Foucault desde a recente publicação de As Confissões da Carne. As contribuições – de Gustavo Caponi (UFSC), José Ternes (UFG), Pedro Cattapan (UFF), Sandra Caponi (UFSC), Regiane Collares (UFCA), Fabio Gesueli (UNICAMP) e Malcom Rodrigues (UEFS/UFBA) contribuem com diversas discussões em torno de Foucault. Elas fomentaram verdadeiros diálogos extensionistas a partir dos estudantes de graduação da UFF. O livro é dedicado a Roberto Machado e Heliana Conde, entusiastas do evento e do grupo de extensão.

Capítulos:

Gustavo A. Caponi – Da vida como causa à vida como efeito: do vitalismo de Xavier Bichat ao determinismo experimental de Claude Bernard

José Ternes – Conhecimento e vida

Pedro Cattapan – As críticas foucaultianas da hipótese repressiva e do tema da lei na psicanálise

Sandra Caponi – Gênero e psiquiatria: os estigmas das loucuras femininas

Regiane Lorenzetti Collares – Vidas desejantes e vidas indesejáveis em Foucault

Fábio Gonzaga Gesueli – Agostinho e o diabo do corpo: uma leitura da libidinização do sexo em As Confissões da Carne

Malcom Guimarães Rodrigues – Foucault, a genealogia da vontade e o problema da liberdade

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Entre Jaspers e o "jovem Foucault": Antropologia, Loucura, Obra e Civilização



Miotto, M. L. (2022). ENTRE JASPERS E O “JOVEM FOUCAULT”: ANTROPOLOGIA, LOUCURA, OBRA E CIVILIZAÇÃO. ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA, 3(02), Artigo 02. https://doi.org/10.56837/Araripe.2022.v3.n02.1092

O presente trabalho pretende analisar as relações entre loucura e obra no jovem Foucault, isto é, no Foucault dos anos 1950 que realiza seu curso sobre antropologia (La Question Anthropologique) em Lille e na ENS entre 1952 (ou 1951) e 1955. Para estabelecer o problema, o texto começa com uma contextualização inicial sobre os inéditos de Foucault disponibilizados desde 2013 na BNF. Então o texto constrói o problema a partir de comentadores (especiamente Jean-Baptiste Vuillerod) e encontra na figura de Karl Jaspers um interlocutor importante, em torno do qual Foucault gira para estabelecer suas próprias posições. Jaspers, psiquiatra e filósofo, contém teses sobre a loucura, a obra e a civilização diretamente ligadas aos interesses do jovem Foucault. Tanto a leitura de Jaspers sobre Nietzsche, quanto a das relações entre loucura e obra, serão importantes para o jovem Foucault, pois é por meio de Jaspers - dentre outros - que uma psicologia da loucura e da obra (seja qual for seu paradigma) desemboca na análise de figuras como Maurice Blanchot, na leitura singular que Foucault faz de Nietzsche e nos problemas que o levarão a uma história da loucura.

This article aims to analyze the relation between madness and work (oeuvre) in the “young Foucault”, focusing on the Foucault’s lessons of Anthropology taken in Lille and at the ENS between 1952 (or 1951) and 1955, under the title La Question Anthropologique. In order to place this problem, the text begins with an initial contextualization of Foucault’s unpublished works, only made available since 2013 at Bibliothèque Nationale de France. Then the article passes to the question of the madness and work according to some commentators (especially Jean-Baptiste Vuillerod) and finds in the figure of Karl Jaspers an important author, whose reference serves for Foucault to compose his own positions. Jaspers, psychiatrist, and philosopher, contains theses on madness, work and civilization directly linked to the interests of the young Foucault. Both Jaspers’ reading of Nietzsche and considerations about madness and work will be important for the young Foucault, as it is through Jaspers (among others) that the psychological and existential positions on madness and work leads Foucault to the analysis of figures like Maurice Blanchot, to his own reading of Nietzsche and to the problem of a history of madness.

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Michel Foucault e A Questão Antropológica: precisões históricas e conceituais

 Miotto, Marcio (2022). Michel Foucault e A Questão Antropológica: precisões históricas e conceituais. Lampião 3 (1):125-169.

O presente trabalho pretende estabelecer algumas precisões históricas e conceituas em torno da formação da história arqueológica de Michel Foucault, tendo como foco um livro póstumo e recém lançado, intitulado La Question Anthropologique (2022). Esse livro trata de um curso sobre “antropologia” ministrado por Foucault entre 1952 (ou 1951) e 1955, em Lille e na ENS. As precisões históricas e conceituais tratadas aqui são em torno dos seguintes contextos: primeiramente, analisa-se a escassa literatura de comentário anterior ao lançamento do livro em 2022; depois, parte-se ao horizonte de leituras de Foucault na época, especialmente ocorridos em torno da figura de Nietzsche. Essas leituras ocorrem em diversas frentes, tais como as figuras de Heidegger e Jaspers, a importância da história das ciências, a interlocução com Althusser e Jacques Martin em torno de Marx e a questão da loucura e da psicanálise.

The present work aims to establish some historical and conceptual clarifications surrounding the formation of Michel Foucault’s archaeological history, considering a recently published posthumous book entitled La Question Anthropologique (2022). This book thematizes a course on “anthropology” given by Foucault between 1952 (or 1951) and 1955, in Lille and at the École Normale Supérieure. The historical and conceptual analysis concerns the following subjects: firstly, the text analyzes the scarce secondary literature published before the book’s launch in 2022; secondly, the article focuses some readings made by Foucault in those years, especially surrounding the figure of Nietzsche. These readings occur on several fronts, such as: the influence of Heidegger and Jaspers, the role of the history of sciences, the dialogue with Althusser and Jacques Martin on Marx and the themes of madness and psychoanalysis.

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Sujeito antropológico e metafísica do amor em Binswanger et l’Analyse Existentielle

 Miotto, M. Sujeito antropológico e metafísica do amor em Binswanger et l’Analyse Existentielle. Revista Ideação, n. 44, vol. I, p. 107-140, 2021. [link Philpapers] [link Ideação]


Resumo

O presente trabalho enfoca as relações entre antropologia e verdade nos escritos de Foucault dos anos 1950, tendo sob alvo o lançamento recente do escrito até então inédito intitulado Binswanger et l’Analyse Existentielle. Para isso, num primeiro momento o texto contextualiza essa publicação à luz do depósito, em 2013, de novos materiais de Michel Foucault na Biblioteca Nacional da França. Depois, ele passa à análise dos textos dos anos 1950 e insere o novo texto nos demais debates. Finalmente, o artigo enfoca a questão antropológica em três eixos: as relações antropologia x psicopatologia, o lugar da fenomenologia na argumentação de Foucault e os limites das considerações de Binswanger e da Daseinsanalyse.


Abstract

The present work focuses on the relationship between truth and anthropology in the Foucault’s first writings from the 1950s, targeting the recent release of the (until now) unpublished writing “Binswanger et l’Analyse Existentielle”. To shed some light on such relationship, firstly the article contextualizes the new book under the recent deposit of several foucauldian writings at Bibliothèque Nationale de France, at last since 2013. Secondly, it contextualizes the place of the new book under the published texts from the 1950s. Finally, the article analyses the book considering the anthropological problem under three main issues: the relationship between anthropology and psychopathology, the place of phenomenology in Foucault’s argumentation, and the limits of the Daseinsanalyse and Ludwig Binswanger’s theorisations.

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De Canguilhem a Foucault, em torno da Psicologia


De Canguilhem a Foucault, em torno da Psicologia - - Cadernos de Ética E Filosofia Política 2 (35):112-142 (2019) DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v2i35p112-142

O presente trabalho pretende comparar o debate ocorrido entre Georges Canguilhem e Robert Pagès em Qu’est-ce que la Psychologie?, de 1956, com os escritos de Michel Foucault publicados nos anos 1950. Para isso, após alguns apontamentos históricos, faz-se uma breve análise dos textos de Foucault publicados em 1954, Maladie Mentale et Personnalité e a Introduction à Le Rêve et l’Existence. Os textos de Foucault são então confrontados com o debate entre Canguilhem e Robert Pagès, que por sua vez são analisados e comparados com outros dois textos de Foucault publicados em 1957, La Psychologie de 1850 à 1950 e La Recherche Scientifique et la Psychologie. Tenta-se mostrar que o início da trajetória de Foucault não apenas dialoga com diversos temas sobre a Psicologia e as Ciências Humanas colocados por Canguilhem e Pagès, mas também ensaia respostas cujo teor será mais visível em Folie et Déraison e na Introduction à l’Anthropologie de Kant.

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Deux articles sur Michel Foucault sur la question de l'origine et la pensée critique

Les deux articles sont écrits par Vittorio Perego:


Il problema dell’origine in Foucault:

In the 1960s Foucault designed a work entitled The Thought of Origin. This article aims to show how the book was written in various publications. In fact, the theme of origin is present in Foucault since the first research and continues throughout the 1960s, always faced by relating Husserl and Nietzsche. This path, characterized by ruptures and second thoughts, presents a progressive distancing from the phenomenological matrix present in the Introduction to Traum und Existenz and in the History of Madness, in which Foucault is under the influence of Merleau-Ponty. Coming to share Derrida’s thesis of the impossibility of right to access the origin, but going beyond the textualism of deconstruction, Foucault shows how every discourse on the origin, not only is an anthropological dispositif, but also a typical configuration of the politics of truth, whose power games must be unmasked.

Struttura e genesi del pensiero critico in Michel Foucault:
One of the most recurring themes of the last phase of Michel Foucault’s Denkweg is the resumption of Kantian criticism. The aim of this essay is to reconstruct the genesis of this link between archeology analysis and critical thinking. Although Husserl’s phenomenology was thought of as the overcoming of the Kantism, Foucault endorsed some of the interpretations present in the French philosophical debate to recover the critical instance. In the Introduction to Anthropology from the pragmatic point of view of 1961 Foucault highlights the birth of homo criticus. The Kantian criticism is not accomplished in the identification of a Wesen of the human, but is configured as an attitude of resistance in the face of all knowledge that reduces man to a datum of fact. It is from this perspective that Foucault’s genealogical thinking revaluates the Aufklärung, understood as the ontology of actuality and the diagnosis of the present.

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Le sertão au coeur du monde actuel

Bacurau est le dernier film des réalisateurs brésiliens Kleber Mendonça Filho et Juliano Dornelles, qui avaient déjà travaillé ensemble dans des productions acclamées par la critique telles que Les Bruits de Recife (2012) et Aquarius (2016). C’est aussi le nom (fictif) d’un petit village enfoncé dans le sertão du Nordeste brésilien où l’action se déroule, ainsi que celui d’un oiseau nocturne, un peu moche et agressif, qui habite la région. Le film appartient à la nouvelle vague du cinéma du Nordeste brésilien, mais il est aussi l’héritier d’une vaste tradition culturelle qui passe par le Cinéma Nouveau de Glauber Rocha, le cinéma marginal de Rogério Sganzerla, certains sommets de la littérature brésilienne comme João Guimarães Rosa, jusqu’à arriver à quelques motifs-clefs du mouvement musical du Tropicalisme, créé dans les années 1960 par Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, parmi d’autres. Bacurau s’assume comme film de genre, sans pour autant se réduire à un seul. Il les croise plutôt et les transgresse, nouant des traditions cinématographiques brésiliennes aux westerns de Sergio Leone et Sam Peckinpah, mais aussi aux films d’action futuriste à la Mad Max (George Miller) et Robocop (Paul Verhoeven), aux films de terreur-trash de George Romero (Night of the living dead) et, surtout, aux films de John Carpenter. Tous ces éléments sont finement adaptés et incorporés à un contexte politique précis et localisé. Le film échappe ainsi aux formules et aux clichés faciles, et ne se rend pas facilement identifiable. Pendant ses 130 minutes il nous laisse parfois perdus, comme en suspension, avec une sensation prolongée de malaise et d’étrangeté, qui ne se dissipera jamais totalement, même pas quand les enjeux deviennent finalement clairs, que l’action se déclenche et atteint un rythme frénétique.
texte de Maria Rita Cesar et André Duarte

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Michel Foucault: Folie, Langage, Literature

La folie, le langage et la littérature ont longtemps occupé une place centrale dans la pensée de Michel Foucault. Quels sont le statut et la fonction du fou dans nos sociétés « occidentales », et en quoi se différencient-t-ils de ce qu’ils peuvent être dans d’autres sociétés? Mais également : quelle étrange parenté la folie entretient-elle avec le langage et la littérature, qu’il s’agisse du théâtre baroque, du théâtre d’Artaud ou de l’œuvre de Roussel? Et, s’il s’agit de s’intéresser au langage dans sa matérialité, comment l’analyse littéraire s’est-elle elle-même transformée, en particulier sous l’influence croisée du structuralisme et de la linguistique, et dans quelle direction évolue-t-elle?
Les conférences et les textes, pour la plupart inédits, réunis ici illustrent la manière dont, à partir des années 1960 et pendant plus d’une décennie, Foucault n’a eu de cesse de tisser, de reformuler et de reprendre ces questionnements. Éclairant d’un jour nouveau des thématiques que l’on croyait connaître, ils permettent également de percevoir l’étonnant regard de lecteur que Foucault portait par exemple sur La Recherche de l’Absolu de Balzac, ou sur La Tentation de saint Antoine et Bouvard et Pécuchet de Flaubert.
Inédite de Foucault à paraître en septembre 2019. 

Édition établie par H.-P. Fruchaud, D. Lorenzini et J. Revel. Introduction par J. Revel.

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Sobre a questão do Sujeito em Michel Foucault

O capítulo compõe a obra organizada por Giovana Temple, "Subjetividade no Pensamento do Século XX - uma introdução". Como tal, o capítulo sobre Foucault se reúne com outros de demais autores importantes sobre a questão da "subjetividade" no século XX. No capítulo em questão, aborda-se a questão do "sujeito", sob panorama geral, desde os escritos dos anos 50 até o fim da obra. A respeito dos textos dos anos 50, busca-se uma breve dedução de como os textos de 1954 e 1957, bem como o resultado dos cursos de Foucault em Lille e na ENS, conduzem aos problemas explicitamente enunciados em História da Loucura e na Tese Complementar. Então o panorama sobre o "sujeito" explora as linhas gerais da "arqueologia" de Foucault, passando depois aos temas caros à "genealogia do poder" e, finalmente, às problemáticas do "cuidado" e das "técnicas" de si, características dos anos 80. Em suma: busca-se uma dedução da questão do "sujeito" desde os compromissos dos anos 50, explorando também suas rupturas e continuidades entre os textos dos anos 1960-1980.
Source: PhilPapers.

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Edgardo Castro: Genealogía (Foucault)

Se habla de un período genealógico de Foucault para referirse a aquellas obras dedicadas al análisis de las formas de ejercicio del poder. A diferencia de cuanto ocurre con la arqueología y con la noción de episteme, Foucault no ha escrito una obra
metodológica al respecto, como sucedió con L’Archéologie du savoir. Sí existen una serie de principios metodológicos para abordar el análisis del poder, que encontramos, especialmente, en Surveiller et punir e “Il faut défendre la société” (...).

Es necesario precisar que no debemos entender la genealogía de Foucault como una ruptura, y menos aún como una oposición a la
arqueología. Arqueología y genealogía se apoyan sobre un presupuesto común: escribir la historia sin referir el análisis a la instancia fundadora del sujeto (DE3, 147). Por otro lado, el paso de la arqueología a la genealogía es una ampliación del campo de
investigación para incluir de manera más precisa el estudio de las prácticas no-discursivas y, sobre todo, la relación no-discursividad/discursividad; dicho de otro modo: para analizar el saber en términos de estrategia y tácticas de poder.

En este sentido, se trata de situar el saber en el ámbito de las luchas. Una apreciación correcta del trabajo genealógico de Foucault requiere seguir en detalle su concepción de las relaciones de poder (...). Las luchas no son concebidas, finalmente, como una oposición término a término que las bloquea, como un antagonismo esencial, sino como un agonismo: una relación de incitación recíproca y a la vez reversible (DE4, 238). En esta perspectiva se podría hablar de una genealogía de los saberes en el ámbito de lo que Foucault llama gobernabilidad.

Ontología histórica.

Todo el proyecto filosófico de Foucault puede ser visto en términos de una genealogía que tendría tres ejes: una ontología de nosotros mismos en nuestras relaciones con la verdad (que nos permite constituirnos en sujeto de conocimiento), una ontología histórica de nosotros mismos en nuestras relaciones con un campo de poder (el modo en que nos constituimos como sujeto que actúa sobre otros) y una ontología histórica de nosotros mismos en nuestras relaciones con la moral (el modo en que nos constituimos como sujeto ético que actúa sobre sí mismo) (DE4, 618).

Antropologización.

La antropologización de la historia se opone al descentramiento operado por la genealogía nietzscheana; busca, en efecto, un
fundamento originario que haga de la racionalidad el télos de la humanidad (AS, 22-23).

Crítico / Genealógico.

En L’Ordre du discours, Foucault propone distinguir dos conjuntos de análisis en el trabajo que proyecta en el Collège de France: uno crítico y otro genealógico.

El conjunto crítico pone en funcionamiento el principio de inversión (renversement): ve en las figuras del autor, de la disciplina, de la voluntad de verdad un juego negativo de recorte y enrarecimiento (raréfaction) del discurso y no una función positiva. El conjunto genealógico, por su parte, pone en funcionamiento las otras tres reglas metodológicas propuestas: el principio de discontinuidad (tratar los discursos como prácticas discontinuas, sin suponer que debajo de los discursos efectivamente pronunciados existe otro discurso, ilimitado, silencioso y continuo, que es reprimido o censurado), el principio de especificidad (considerar que los discursos constituyen una violencia que ejercemos sobre las cosas, y que no hay providencia prediscursiva), el principio de exterioridad (no ir hacia el núcleo interior y escondido del discurso, el pensamiento, la significación; dirigirse hacia sus condiciones externas de aparición) (OD, 54-55).

“La genealogía estudia la formación a la vez dispersa, discontinua y regular [de los discursos]” (OD, 67). Estas dos prácticas, crítica y genealógica, no son en realidad separables; no se trata de dos dominios distintos, sino de dos perspectivas de análisis. “La parte genealógica del análisis se concentra, por el contrario, en las series de formación efectiva del discurso, trata de aprehenderlo en su poder de afirmación. Y entiendo con ello no un poder que se opondría al de negar, sino el poder de constituir
dominios de objetos, a propósito de los cuales se podrá afirmar o negar las proposiciones verdaderas o falsas” (OD, 71-72).

Alma.

Surveiller et punir es “una genealogía del ‘alma’ moderna” (SP, 34). Apunta a mostrar cómo el alma es permanentemente producida en torno, en la superficie del cuerpo por el funcionamiento del poder que se ejerce sobre él. “Este alma real e incorpórea no es una sustancia; es el elemento en el que se articulan los efectos de cierto tipo de poder y la referencia de un saber, el engranaje por el cual las relaciones de poder dan lugar a un saber posible y el saber reconduce y refuerza los efectos de poder” (SP, 34).

Historia de la sexualidad.

Esta obra es una genealogía de cómo los individuos han sido conducidos a ejercer sobre sí mismos y sobre los otros una hermenéutica del deseo, es decir, de cómo se ha formado la experiencia moderna de la sexualidad. Esto concierne específicamente a La volonté de savoir. Los dos últimos volúmenes, por su parte, intentan llevar a cabo una historia de los juegos de verdad, esto es, de aquellos juegos de verdad que le permiten al hombre pensar su propio ser (HS2, 11-13).

En estos volúmenes Foucault distingue entre la dimensión arqueológica y la dimensión genealógica de la investigación. La primera se ocupa de las formas de problematización: cómo es pensado el ser del hombre. La segunda se ocupa de su formación a partir de las prácticas y de su transformación. De este modo, incorporando la genealogía de las prácticas de sí mismo, el proyecto entero
de la historia de la sexualidad puede ser considerado una genealogía del hombre de deseo (HS2, 18).

Ética.

Los últimos volúmenes de L’Histoire de la sexualité y también L’Herméneutique du sujet pueden ser vistos como una genealogía de la ética, esto es, del sujeto como sujeto de acciones éticas (DE4, 397).

Interpretación.

En la intervención en el Colloque de Royaumont “Nietzsche, Freud y Marx” en julio de 1964 (DE1, 564-579), Foucault aborda la genealogía como método de interpretación (...). En el extenso artículo “Nietzsche, la généalogie, l’histoire” (DE2, 136-156),
Foucault se ocupa de situar la genealogía de Nietzsche respecto de las concepciones de la historia (...). “[…] mi arqueología debe más a la genealogía nietzscheana que al estructuralismo propiamente dicho” (DE1, 599).

Anticiencia / Erudición.

La genealogía no opone la multiplicidad concreta de los hechos a la unidad abstracta de la teoría. No es un empirismo o un positivismo en el sentido ordinario del término. Intenta, más bien, oponer los saberes locales, discontinuos, descalificados, no legitimados, a la instancia teórica unitaria que pretende filtrarlos, jerarquizarlos, ordenarlos en nombre de un conocimiento verdadero. En este sentido, las genealogías son anticiencias. “No es que ellas reivindiquen el derecho lírico a la ignorancia y al no-saber, no es que se trate del rechazo del saber o de la inscripción de los prestigios de una experiencia inmediata, no captada todavía por el saber. No es de esto de lo que se trata; se trata de la insurrección de los saberes, no tanto contra los contenidos, los métodos o los conceptos de una ciencia, sino [...], en primer lugar y ante todo, contra los efectos de poder centralizadores que están ligados con la institución y al funcionamiento de un discurso científico organizado dentro de una sociedad como la nuestra” (DE3, 165, IDS, 10).

“Llamemos, si ustedes quieren, ‘genealogía’ al acoplamiento de los conocimientos eruditos y de las memorias locales, acoplamiento
que permite la constitución de un saber de las luchas y la utilización de este saber en las tácticas actuales” (IDS, 9-10). “La genealogía sería, entonces, respecto del proyecto de inscripción de los saberes en la jerarquía del poder propio de la ciencia, una especie de emprendimiento para desujetar los saberes históricos y hacerlos libres, es decir, capaces de oposición y de lucha contra la coerción de un discurso teórico unitario, formal y científico” (IDS, 11).

Historia de las ciencias.

La historia de las ciencias se sitúa sobre el eje conocimiento-verdad, el eje que va de la estructura del conocimiento a la verdad. La genealogía de los saberes, en cambio, se sitúa sobre el eje discurso-poder, prácticas discursivas-enfrentamientos de poder (IDS, 159).

Modernidad.

Foucault aborda la modernidad como un éthos (...); este éthos conlleva una actitud crítica, de análisis de los límites. Esta crítica es arqueológica en su método (se ocupa de los discursos como acontecimientos históricos) y genealógica en su finalidad: “no deducirá de la forma de lo que somos lo que nos es imposible hacer o conocer, sino que extraerá de la contingencia que nos ha hecho ser lo que somos la posibilidad de no ser, hacer o pensar lo que somos, hacemos o pensamos” (DE4, 574). No se trata de llevar a cabo una genealogía de la modernidad, sino de la modernidad como cuestión (DE4, 681).

Source:
Edgardo Castro: El vocabulario de Michel Foucault: un recorrido alfabético por sus temas, conceptos y autores. Universidad Nacional de Quilmes, 2004 - 376p.

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Michel Foucault - Las Confesiones de la Carne

La filosofía cambió de rumbo con la obra de Michel Foucault. El pensamiento ya no debe alzarse en una pirueta hacia las ideas ni buscar en el interior de las cosas una forma. Tampoco tiene que recorrer la compleja dialéctica de lo concreto a lo abstracto ni seguir el camino de las relaciones sociales. Para Foucault todo resultaba más sencillo: la filosofía tiene que mancharse las manos, escavar hacia el subsuelo, tiene que ser una arqueología capaz de historizar y diagnosticar el presente en que vivimos. Para alcanzar su objetivo, esta arqueología huirá de universales, claves de inteligibilidad o nociones previas y analizará prácticas y discursos que constituyen el fundamento de los regímenes de poder que nos oprimen.

Este proyecto, con la Historia de la sexualidad, se centra en las condiciones bajo las que se formaron los saberes, los sistemas de poder y los sujetos de la sexualidad. En Las confesiones de la carne, cuarto tomo –escrito póstumo e inédito en España hasta hoy–, Foucault dedica su atención a la doctrina de los padres fundadores de la Iglesia y su remplazo del placer afrodisíaco por el concepto de la carne.

Esta historia nos descubrió que la sexualidad ajena a lo normal no debe ser una justificación de la marginación social o la exclusión política, sino que puede y debe ser una de las principales barricadas desde la que iniciar una rebelión genuinamente emancipadora.



Link del libro via Talleres Nomada.

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La psychanalyse et Foucault

Dossier organisé par la revue Genre, Sexualité et Société.

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Michel Foucault: Espacio, Saber y Poder (1982)

Space, Knowledge and Power”, entrevista realizada en 1982 y publicada en Paul Rabinow , The Foucault Reader, Nueva York, 1984. A quí se publica de acuerdo a la versión francesa, traducida por Pablo Blitstein y Tadeo Lima

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Michel Foucault in Hamburg

Stuart Elden reproduced the plaque about the stay of Foucault in Hamburg, with a translation by Melissa Pawelski:

As Director of the Institut Français lived and worked in this building from October 1959 until September 1960 the French philosopher
Michel Foucault
(1926-1984)
He organised for the Institute a wide-ranging cultural programme with lectures, film, theatre and music nights, readings and official receptions. Foucault brought “L’école des veuves” by Jean Cocteau to the stage, received amongst others Roland Barthes and Alain Robbe-Grillet as his guests. His courses for the University of Hamburg took place in this building too. Foucault also started his explorations of the city and his wanderings through the (gay) district of St. Pauli. He finished the manuscript of his first great book “Histoire de la folie” during this year in Hamburg as well as his French translation of Kant’s “Anthropologie in pragmatischer Hinsicht” (1798). Foucault’s stay in Hamburg marks the end of his years of doctoral research and time spent abroad in the first instance; it was the year of his public breakthrough in France, which was followed by a world-wide career.
Another good reference on Elden's text is an article about the stay of Foucault in Hamburg.

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Michel Foucault: A Pesquisa Científica e a Psicologia (1957)

In: Espaço Michel Foucault (2010)

As múltiplas psicologias que pretendem descrever o homem dão a impressão de ser tentativas desordenadas. Elas pretendem se construir a partir das estruturas biológicas e reduzem seu objeto de estudo ao corpo ou o deduzem das funções orgânicas; a pesquisa psicológica não é mais que um ramo da fisiologia (ou de um domínio dela): a reflexologia. Ou então elas são reflexivas, introspectivas, fenomenológicas e o homem é puro espírito. Elas estudam as diversidades humanas e descrevem a evolução da criança, as degradações do louco, a estranheza dos primitivos. Ora elas descrevem o elemento, ora pretendem compreender o todo. Às vezes se ocupam exclusivamente com a forma objetiva do comportamento, outras vezes vinculam as ações à vida interior para explicar as condutas, ou ainda pretendem apreender a existência vivida. Algumas deduzem, outras são puramente experimentais e utilizam estruturas matemáticas como forma descritiva. As psicologias diurnas querem explicar a razão da vida do espírito pelos clarões decisivos da inteligência, enquanto as outras visam as inquietantes profundezas da obscuridade interior. Naturalistas, elas traçam os contornos definitivos do homem; humanistas, reconhecem nele algo de inexplicável. Esta complexidade é, talvez, justamente a nossa. Pobre alma (as psicologias que hesitam sobre seus conceitos não sabem sequer nomeá-la), cercada de técnicas, remexida de questões, posta em formulários, traduzida em curvas. Auguste Comte acreditava, com algumas reservas, que a psicologia era uma ciência ilusória, impossível e a menosprezou. Não somos tão ousados. Apesar de tudo, há psicólogos, e que pesquisam.

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‘Innommables abominations sodomitiques’ : Autour de l’une des premières sentences conservées (justice épiscopale d’Albi, 1280)

Julien Théry. « ‘Innommables abominations sodomitiques’ : les débuts de la répression. Autour de l’une des premières sentences conservées (justice épiscopale d’Albi, 1280) », 2019

Une sentence de condamnation à la prison perpétuelle rendue en 1280 par l’évêque d’Albi Bernard de Castanet contre un chanoine dénommé Guilhem Fumet, jugé coupable d’avoir eu commerce charnel avec plusieurs hommes, constitue en l’état des connaissances le plus ancien document de ce type conservé en Occident. L’édition latine et la traduction française du texte sont ici accompagnés d’une synthèse sur les premières traces de la persécution des « sodomites » dans l’Europe occidentale à partir du début du XIIIe siècle. Concernant la sphère séculière, le décalage est frappant entre la prolifération des mesures normatives très sévères et la grande rareté des cas de poursuites attestés dans les sources de la pratique judiciaire. L’Église, de son côté, inaugura au XIIIe siècle une répression inédite contre la sodomie dans le clergé – sans toutefois en faire une une question obsessionnelle, ni même particulièrement pressante –, en relation avec la grande montée du gouvernement pastoral des fidèles. L’emprise de ce dernier, du point de vue de la papauté réformatrice, était conditionnée par le bon exemple de discipline de vie que devaient montrer les hommes d’Église. Or la sodomie était devenue, par excellence, la marque sursignifiante de la désobéissance à Dieu.
Les annexes de l’article comprennent les éditions et traductions, par Alexis Charansonnet, d’un sermon d’Eudes de Chateauroux à l’occasion de la déposition d’un clerc pour crime de sodomie (1267-1268), et, par Jean-Louis Biget, d’une sentence rendue à Albi, sous l’épiscopat particulièrement répressif de Bernard de Castanet, contre un paysan accusé de bestialité (1290).

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Michel Foucault: Considérations sur le marxisme, la phénoménologie et le pouvoir (1978)

Alain Beaulieu: À l’occasion d’une visite aux archives Foucault déposées à la Bibliothèque Bancroft de l’Université de Californie à Berkeley [1], j’ai croisé un entretien avec Foucault réalisé en avril 1978 par Colin Gordon et Paul Patton qui me paraissait à la fois révélateur de l’itinéraire de pensée de Foucault et inédit. Colin et Paul m’ont par la suite confirmé que ce texte n’avait fait l’objet d’aucune publication et nous nous sommes mis d’accord pour contacter le Centre Michel Foucault afin de rendre le document plus accessible par le biais d’une publication.

L’un des intérêts de ce texte réside dans l’originalité des commentaires de Foucault à propos de ses ouvrages alors publiés qu’il situe à l’intérieur de son parcours allant de la phénoménologie à la critique du marxisme. Au fil de l’entretien, Foucault discute notamment la réception « subjectiviste » de la phénoménologie en France, clarifie son rapport au structuralisme, précise les enjeux de sa critique des mécanismes de pouvoir, s’en prend à la « politisation des rapports humains » qui cherchent à démasquer l’ennemi chez tout individu dissident, revient sur son rapport particulier à la notion de résistance, trace quelques liens de ressemblance entre les démarches de Kant et Nietzsche, et parle de la réception controversée de ses premiers ouvrages. L’entretien parvient à saisir avec justesse un moment marquant de la période dite généalogique qui allait prendre une nouvelle direction, quelques mois plus tard, dans la foulée de la couverture de la révolution iranienne puis du tournant éthique vers la « généalogie de nous-mêmes » à laquelle l’entretien fait référence.

L’entretien a été établi à partir de la transcription d’un enregistrement sonore disponible à la Bibliothèque Bancroft sous la cote « BANC MSS 90/136z, 1 :2 ». Quelques mots demeurés inaudibles ont été indiqués. Enfin, le caractère spontané de l’entretien a été conservé sans que le style ait été normalisé, ce qui laisse place à certaines répétitions, hésitations ou phrases incomplètes.

source: cairn


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Michel Foucault: Travaux et publications en 1952-1953

Annales de l'Université de Lille. Rapport annuel du Conseil de l'Université (1952-1953).
"Travaux et publications des professeurs en 1952-1953"

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Vittorio Perego: Foucault e Derrida

Quando Derrida entra all’École normale supérieure si trova davanti un giovane docente, Foucault, che in quegli anni tiene corsi su Merleau-Ponty e sulle Ideen: «questo ‒ testimonia Derrida ‒ deve aver avuto un ruolo nella forma presa dal mio interesse per la fenomenologia».

L’obiettivo della presente ricerca è ricostruire la genesi e la struttura del confronto tra Foucault e Derrida utilizzando come guida la fenomenologia, immergendosi nelle questioni aperte e lasciate in eredità dalla fenomenologia husserliana. Come i due filosofi se ne appropriano? Cosa li spinge ad abbandonarla? Dove si incrociano e si divaricano i rispettivi cammini fenomenologici? In questo confronto vedremo interagire i più importanti protagonisti francesi del dibattito filosofico del tempo ‒ Sartre, Merleau-Ponty, Cavaillès, Lévi-Strauss, Hyppolite, Lacan, Bataille, Blanchot ‒ che come tessere di un mosaico contribuiscono a dare vita in Foucault e Derrida a due differenti proposte teoretiche, che investono il senso, la pratica e la responsabilità storica del sapere filosofico.
links: Academia, Ortothes, books on Michel Foucault.

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Lorem Ipsum

"All testing, all confirmation and disconfirmation of a hypothesis takes place already within a system. And this system is not a more or less arbitrary and doubtful point of departure for all our arguments; no it belongs to the essence of what we call an argument. The system is not so much the point of departure, as the element in which our arguments have their life."
- Wittgenstein

Lorem Ipsum

"Le poète ne retient pas ce qu’il découvre ; l’ayant transcrit, le perd bientôt. En cela réside sa nouveauté, son infini et son péril"

René Char, La Bibliothèque est en feu (1956)


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