Michel Foucault - Las Confesiones de la Carne

La filosofía cambió de rumbo con la obra de Michel Foucault. El pensamiento ya no debe alzarse en una pirueta hacia las ideas ni buscar en el interior de las cosas una forma. Tampoco tiene que recorrer la compleja dialéctica de lo concreto a lo abstracto ni seguir el camino de las relaciones sociales. Para Foucault todo resultaba más sencillo: la filosofía tiene que mancharse las manos, escavar hacia el subsuelo, tiene que ser una arqueología capaz de historizar y diagnosticar el presente en que vivimos. Para alcanzar su objetivo, esta arqueología huirá de universales, claves de inteligibilidad o nociones previas y analizará prácticas y discursos que constituyen el fundamento de los regímenes de poder que nos oprimen.

Este proyecto, con la Historia de la sexualidad, se centra en las condiciones bajo las que se formaron los saberes, los sistemas de poder y los sujetos de la sexualidad. En Las confesiones de la carne, cuarto tomo –escrito póstumo e inédito en España hasta hoy–, Foucault dedica su atención a la doctrina de los padres fundadores de la Iglesia y su remplazo del placer afrodisíaco por el concepto de la carne.

Esta historia nos descubrió que la sexualidad ajena a lo normal no debe ser una justificación de la marginación social o la exclusión política, sino que puede y debe ser una de las principales barricadas desde la que iniciar una rebelión genuinamente emancipadora.



Link del libro via Talleres Nomada.

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Husserl: Presentation (Gegenwärtigung), Re-presentation (Vergegenwärtigung)

Presentation (Gegenwärtigung):

Husserl uses the term Gegenwärtigung to designate the subset of presentations (Vorstellungen) that present an object originally, that is, intuitively. Such a presentation intuitively presents (gegenwärtigt) an object by virtue of the fact that it comprises filled intentional moments originally and directly presenting (gegenwärtigend) a side or aspect of an object. Other moments in the act make present or re-present (vergegenwärtigt) those sides and aspects of the object that are not originally and directly present. Hence, while the concrete act or presentation directly and originally presents its concrete object, not every moment within the act originally makes present its correlate, that is, the side or aspect of the object to which it is directed.

Re-Presentation, Presentification or "making present"(Vergegenwärtigung):
Husserl uses the term Vergegenwärtigung to designate a presentation (Vorstellung) that does not present an object originally, that is, as intuitively present. Such a presentation makes present (vergegenwärtigt) an absent object in an empty intention (or only partially fulfilling intention) either by representing the object, that is, presenting it again as in memory, or by emptily expressing a sense in expression, or by crafting an image, or in expectation or wishing or hoping, and so forth. All of these kinds of experience are contrasted with perception (Perzeption, Wahrnehmung) and other intuitive acts.

Source: see the excellent John Drummond's Historical Dictionary of Husserl’s Philosophy.

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L'empathie : réflexions sur un concept

Texte établi par Boulanger et Lançon. 

L'empathie est un concept nomade, depuis l'influence de la philosophie écossaise, encore fragile et défini par plusieurs courants de pensée. Elle est distincte de la sympathie (contagion émotionnelle). L'empathie est la capacité à se mettre à la place d'une autre personne pour comprendre ses sentiments ou à se représenter la représentation mentale d'une autre personne. L'empathie s'exprime donc à travers différents phénomènes comme la projection, l'identification et l'altruisme. En phénoménologie, Husserl fait de l'empathie le phénomène décisif sur la base duquel une intersubjectivité s'établit pour constituer un monde commun. Il a ainsi pu renouveler la compréhension de l'empathie et anticiper le développement des neurosciences contemporaines. Depraz, dans la lignée de Varela, souligne que la primauté accordée à autrui est incarnée dans une pratique expérientielle de la compassion.

https://doi.org/10.1016/j.amp.2006.05.001

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Missaggia sobre Husserl - Real, Reell, Irreell, ideal

Abaixo, apresentamos excerto do bom texto de Missaggia sobre os termos de Husserl do título (p. 74-78). Termos de tão difícil compreensão, e cujo debate é escandalosamente negligenciado nas traduções em língua portuguesa. Se Husserl é um autor difícil, não há qualquer justificativa para que o leitor em língua portuguesa tenha uma camada de dificuldade a mais - a linguística - para entender termos-chave de sua obra. Enquanto traduções em outras línguas não raramente carregam os termos em alemão entre chaves ou inúmeras notas explicativas, em português pode-se passar páginas e páginas com ambiguidades não resolvidas. Mas, se as traduções servem para divulgação geral, e não para a recepção dos especialistas apenas, qual é a função de traduzir um texto cujo uso, sem resolver ambiguidades e problemas de tradução, permanece restrito a especialistas?

A discussão dos termos, por Missaggia, auxilia em questões que, como ela mesma diz, são fundamentais para compreender a Fenomenologia. O texto segue a discussão e ilumina outros termos. Nossa citação se mantém nos termos do título do post. Segue abaixo.

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La psychanalyse et Foucault

Dossier organisé par la revue Genre, Sexualité et Société.

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Marvin Farber: Edmund Husserl e os fundamentos de sua filosofia

Nenhum assunto na filosofia recente alcança a confiança suprema com a qual Husserl anunciou o começo triunfante de uma nova ciência da filosofia, uma disciplina "absoluta" alcançada através de um método cuidadosamente elaborado. Essa ciência era muito avançada, assim como os resultados realmente positivos dos esforços filosóficos da época. De fato, os filósofos que o antecederam foram classificados por Husserl como não correspondentes aos ideais da fenomenologia. Reside aí algo de admirável e heroico sobre o tom de Husserl e sua opinião não precipitadamente avançada. Mais de cinquenta anos de reflexões consecutivas e trabalho incessante, que resultaram em numerosos exemplos de análises descritivas, justificam a necessidade de saudar suas reivindicações, ouvindo com atenção seus argumentos. O pensamento e as contribuições de um dos mais argutos e completos filósofos do último século merecem uma atenção bem maior do que a que tem recebido. Considerar seu trabalho é necessário em razão da insistência de Husserl de que sua filosofia ainda é desconhecida2 e de seus repetidos protestos por ser mal interpretado. O fato de que Husserl raramente responde seus críticos tem dificultado ainda mais a compreensão do público filosófico em geral sobre a relevância de seu trabalho. Para muitos ele era firme demais, não importando críticas a favor ou contra, o que acabou gerando interpretações errôneas. Publicações importantes feitas nos últimos anos de sua vida incluíram duas respostas a esses críticos, sendo que foram as únicas mais elaboradas desde sua resposta a Palagyi em 1903. Agora é possível analisar e apreciar a filosofia fenomenológica mesmo que muitos manuscritos nunca tenham sido publicados3 . Estes textos contêm um material muito valioso que, sem dúvida, enriquecerá e modificará o entendimento sobre o método fenomenológico. Assim, a recente publicação de Husserl, Erfahrung und Urteil4 tornou-se reveladora, acrescentando muito ao entendimento sobre a sua filosofia da lógica. Por essa razão, é correto afirmar que Husserl publicou o suficiente para favorecer uma justa apreciação de sua filosofia, estabelecendo um ponto de partida para trabalhos futuros bastante frutíferos em conjunto com linhas fenomenológicas.

Para tanto, é necessário analisar sua filosofia de maneira objetiva, sem um pensamento restrito ou vínculos teóricos pessoais. Isso significa que é preciso estar preparado para reconhecer avanços positivos feitos por Husserl na filosofia e em ciências distantes como a psicologia, além de empenhar-se para apurar se todos os elementos do seu pensamento são coerentes com seus preceitos declarados. Um interesse especial é a forma final do idealismo representado pelo último sistema de fenomenologia transcendental, o qual revela os limites, bem como os méritos, do modo subjetivo do procedimento filosófico. A atenção renovada ao método na filosofia torna a análise da fenomenologia bastante pertinente; sendo assim o grande desenvolvimento da teoria lógica é necessária para colocar a fenomenologia em conexão com esta, prevendo possíveis reações mútuas. Atenção especial deve ser dada às contribuições lógicas de Husserl, por serem muito significativas considerando-se as dúvidas e dificuldades análogas aos problemas existentes na época das Investigações Lógicas5 .

Assim como o enigma proposto pelo pensamento de Husserl, e que pode ser melhor solucionado aproximando-se do seu desenvolvimento, este artigo enfatiza algumas das influências que antecederam seu pensamento e pontua as fases de seu trabalho. Não será possível fazer jus a todas essas influências: Husserl deriva de uma história inteira da filosofia e, sem dúvida, deve muito e indiretamente a todos os pensadores que nunca foram mencionados explicitamente em suas obras. Portanto, é suficiente para os nossos propósitos, chamar atenção para a controvérsia da qual Husserl é famoso - a questão da relação entre psicologia e filosofia (em especial a lógica) e indicar, mesmo que apenas mencionando nomes, as influências mais importantes sobre o seu pensamento conforme admitido pelo próprio Husserl.

FARBER, Marvin. Edmund Husserl e os fundamentos de sua filosofia. Rev. abordagem gestalt. [online]. 2012, vol.18, n.2 [citado  2019-06-30], pp. 235-245 . Disponível em: . ISSN 1809-6867.

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Michel Foucault: Espacio, Saber y Poder (1982)

Space, Knowledge and Power”, entrevista realizada en 1982 y publicada en Paul Rabinow , The Foucault Reader, Nueva York, 1984. A quí se publica de acuerdo a la versión francesa, traducida por Pablo Blitstein y Tadeo Lima

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Michel Foucault in Hamburg

Stuart Elden reproduced the plaque about the stay of Foucault in Hamburg, with a translation by Melissa Pawelski:

As Director of the Institut Français lived and worked in this building from October 1959 until September 1960 the French philosopher
Michel Foucault
(1926-1984)
He organised for the Institute a wide-ranging cultural programme with lectures, film, theatre and music nights, readings and official receptions. Foucault brought “L’école des veuves” by Jean Cocteau to the stage, received amongst others Roland Barthes and Alain Robbe-Grillet as his guests. His courses for the University of Hamburg took place in this building too. Foucault also started his explorations of the city and his wanderings through the (gay) district of St. Pauli. He finished the manuscript of his first great book “Histoire de la folie” during this year in Hamburg as well as his French translation of Kant’s “Anthropologie in pragmatischer Hinsicht” (1798). Foucault’s stay in Hamburg marks the end of his years of doctoral research and time spent abroad in the first instance; it was the year of his public breakthrough in France, which was followed by a world-wide career.
Another good reference on Elden's text is an article about the stay of Foucault in Hamburg.

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George Hefferman: Hermenêutica Fenomenológica: A investigação filosófica de Husserl sobre a compreensão nas Investigações

www.ojs.ufpi.br/index.php/pensando/article/download/4867/3198

Este ensaio examina a explicação de Husserl sobre o que afinal acontece quando ocorre a compreensão. Os tópicos de sua Primeira Investigação Lógica são familiares ao ponto de serem menosprezadas: distinções essenciais envolvendo atos conferidores de significação e preenchedores de significação e seus conteúdos, caracterizações dos atos conferidores de significação, a flutuação dos significados das palavras e a idealidade das unidades de significação, e os conteúdos fenomenológico e ideal das vivências de significação. Uma vez feitas as distinções essenciais, a investigação abre um caminho direto. Ela conduz dos atos psiquicamente reais de significação e seus conteúdos subjetivamente flutuantes às significações logicamente ideais e seus conteúdos objetivamente constantes. Dado que aparentemente a estratégia de Husserl para lidar com expressões essencialmente ocasionais e suas significações aparentemente flutuantes pode funcionar para a Lógica pura, com sua necessidade de rigor de identidade e determinação de sentido, mas não, entretanto, para o discurso ordinário, parece que a Primeira Investigação Lógica não pode prover uma explicação sobre a compreensão. Contudo, este ensaio tenta mostrar que Husserl apresenta uma hermenêutica fundamental na Primeira Investigação Lógica e que ela se volta da linguística para a ontologia, ou de ‘meras palavras’ para as ‘coisas elas mesmas’.


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The Evolution of Husserl’s Semiotics: The Logical Investigations and its Revisions (1901-1914)

Thomas Byrne: The Evolution of Husserl’s Semiotics: The Logical Investigations and its Revisions (1901-1914). DOI: 10.25518/1782-2041.1029

This paper offers a more comprehensive and accurate picture of Edmund Husserl’s semiotics. I not only clarify, as many have already done, Husserl’s theory of signs from the 1901 Logical Investigations, but also examine how he transforms that element of his philosophy in the 1913/14 Revisions to the Sixth Logical Investigation. Specifically, the paper examines the evolution of two central tenets of Husserl’s semiotics. I first look at how he modifies his classification of signs. I disclose why he revised his 1901 distinction between indicators and expressions, instead claiming in 1913/14 that the divisions should be drawn between indicators, signals, and categorial signs. Second, I elucidate why Husserl overturned his conclusion from the Investigations, that signs execute their signitive operations in three steps, because he recognizes that categorial signs and their meant object are experienced all at once. By exploring the transformation of these two tenets of Husserl’s semiotics, we will see that he conceived of the First Inves­tigation only as a starting or jumping off point for future analyses of signitive experience, rather than as his final account. This analysis will further reveal novel insights about Husserl’s understanding of intersubjectivity, passivity, and temporality.
 

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James et Husserl : Perception des formes et polarisation des flux de conscience

Recommandée par Carl Stumpf, la lecture des Principles of psychology de William James au début des années 1890 fit, on le sait, très forte impression sur le jeune Edmund Husserl. Après avoir publié sa Philosophie de l’arithmétique, issue de la thèse de doctorat qu’avait dirigée Stumpf, Husserl s’était en effet lancé dans des recherches psychologiques pour préparer des cours, mais aussi et surtout pour investiguer dans le détail les rapports du logique au sens large avec la psychologie, et singulièrement avec la psychologie descriptive héritée de Franz Brentano. Ce travail, rendu nécessaire par certaines difficultés rencontrées sur le terrain de la philosophie des mathématiques, allait finalement mener Husserl sur le chemin de l’élaboration de la phénoménologie, d’abord dans les Recherches logiques de 1900-1901, puis, une fois effectué le « tournant transcendantal » aux alentours de 1906-1907, dans les Idées directrices pour une phénoménologie de 1913.


Leclerq B, Galetic S, « James et Husserl : Perception des formes et polarisation des flux de conscience », Revue internationale de philosophie, 2012/2 (n° 260), p. 229-250. URL : https://www.cairn.info/revue-internationale-de-philosophie-2012-2-page-229.htm

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Lorem Ipsum

"All testing, all confirmation and disconfirmation of a hypothesis takes place already within a system. And this system is not a more or less arbitrary and doubtful point of departure for all our arguments; no it belongs to the essence of what we call an argument. The system is not so much the point of departure, as the element in which our arguments have their life."
- Wittgenstein

Lorem Ipsum

"Le poète ne retient pas ce qu’il découvre ; l’ayant transcrit, le perd bientôt. En cela réside sa nouveauté, son infini et son péril"

René Char, La Bibliothèque est en feu (1956)


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