Mar 16, 2009

Heidegger and Foucault, critics of modernity: humanism, technics and biopolitics
André Duarte1

RESUMO
Discute-se o diagnóstico crítico da Modernidade proposto por Heidegger e Foucault enfatizando as suas continuidades. Em linhas gerais, pode-se afirmar que, em Heidegger, é a reflexão filosófica que se assume enquanto essencialmente histórica, ao passo que, para Foucault, é a investigação essencialmente histórica que assume o caráter de reflexão filosófica. No entanto, ainda que a partir de démarches teóricas distintas, ambos consideram que a compreensão a respeito de quem somos, hoje, depende de uma análise da constituição da modernidade como época histórica determinada pelo humanismo, isto é, pela concepção do homem como senhor da totalidade do ente (Heidegger) e pela concepção do homem como sujeito e objeto de relações de poder-saber (Foucault). Tal mutação epocal na concepção do humano foi decisiva para a liberação da revolução científica que culminou na técnica moderna e na biopolítica. Se, como afirma Foucault, a biopolítica é a política de nosso tempo, ou seja, de uma época que politizou o fenômeno da vida por meio de sua gestão técnico-administrativa, então a técnica moderna, que implica a concepção do homem como sujeito assujeitado pela tecnologia, constitui a instância por meio da qual a vida humana pode ser simultaneamente produzida e aniquilada por meios científicos.
Palavras-chave: Foucault; Heidegger; modernidade; humanismo; técnica moderna; biopolítica.

ABSTRACT
I intend to discuss Foucault's and Heidegger's critical diagnosis of Modernity emphasizing its continuities. Generally speaking, it is possible to argue that in Heidegger philosophical reflection assumes itself as essentially historical, while in Foucault's case historical investigation assumes itself as an essentially philosophical task. Although recognizing the differences between Foucault's and Heidegger's general theoretical approaches, I argue that both consider that, in order to understand who we are today, it is necessary to elaborate a critical understanding of Modernity. In both cases, Modernity is viewed as a historical epoch characterized by humanism, i.e., by the projection of human beings as 'master' of all beings (Heidegger) and as subject and object of power-knowledge relationships (Foucault). This epocal mutation in the way man is conceived was decisive in order to liberate the modern scientific revolution that later culminated in modern technology and in biopolitics. If, as Foucault says, biopolitics is the politics of our time, i.e., of an epoch that has politicized life by means of the calculated administration of all phenomena of life-population, then modern technique, which implies the conception of man as the subjected-subject of technology, constitutes the instance by which human life can be protected, promoted, generated, as well as destroyed and discarded.
Keywords: Foucault; Heidegger; Modernity; humanism; modern technology; biopolitics.

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