Jan 8, 2011

Quando, pelo uso, numa grande cadeia de gerações, armazenamos por assim dizer a moral, isto é, suficiente refinamento, bravura, previdência, eqüidade, a força total desta virtude acumulada irradia também no espírito, e esse fenômeno torna visível o que chamamos a lealdade intelectual. Esta apresenta-se muito raramente, e falta entre os filósofos.

Podemos pesar na balança o espírito científico de um pensador, ou, para me exprimir do ângulo da moral, sua lealdade intelectual, seu refinamento, sua bravura, sua previdência, sua moderação tornados instinto e transportados ao domínio do espírito: basta fazê-los falar em moral... e então os filósofos mais célebres mostram que seu espírito científico é somente uma coisa consciente, uma tentativa, um empreendimento de “boa vontade”, uma fadiga, e que, no momento em que o instinto se manifesta, no momento em que moralizam, simplesmente são impulsionados pela disciplina e pela consciência de espírito.

O espírito científico: resta saber se é simplesmente o resultado de um amestramento exterior, ou então o resultado final de uma longa disciplina e deu um exercício moral prolongado. — No primeiro caso, intervém no momento em que fale o instinto (por exemplo, o instinto religioso e o instinto do dever); noutro caso age em nome destes instintos e não os deixa mais atingir os seus direitos, considerando-os como indecências e seduções...

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